sábado, 19 de setembro de 2009

Era pouco....se acabou

Desapareceu,sumiu, escafedeu-se (como dizia aquela velha música da Blitz).Quando alguém que amamos sai de repente da nossa vida, o nosso primeiro pensamento é: "Onde eu errei?" "Que foi que eu fiz?" ou ainda "O que poderia ter feito?" Acontece que às vezes não erramos, e nada fizemos de errado e não nos restaria mais nada a fazer, prá evitar que isso acontecesse.

A vida às vezes brinca com a gente de esconde-esconde e nem sempre encontramos quem procuramos, quando saimos do "ponto", onde de olhos fechados contávamos: Um, dois, três, quatro e. lá vou eu!
Nesse exato momento, ( o momento em que fechamos os olhos) o outro sumiu, já não o encontramos, mesmo que o "esconderijo" dele estivesse ali, tão fácil de achar. Abrimos os olhos e não encontramos mais. Nem o amor que julgávamos ser nosso prá sempre, nem o carinho que contávamos ser donos. Ás vezes, nem mesmo a presença física mais...

E agora? O que fazer, se prá nós o certo era abrir os olhos, procurar e acabar encontrando sempre? Invariavelmente naquele mesmo lugar.
Será que "dormimos no ponto" e não percebemos que o outro já tinha enjoado da "brincadeira"? Será que ficamos "brincando" sozinhos todo o tempo e nem mesmo percebemos? A dor da perda é difícil, sim. É difícil perceber que o "anel que tu me deste era vidro e se quebrou e o amor que tu me tinhas era pouco, se acabou"!!!!
Perder quem amamos é perder as referências.

Acordar sem vê-lo, sabendo que talvez não o vejamos mais, sentar ao lado do telefone esperando que ele toque sabendo que ele não vai tocar... Acordar no meio da noite, depois de um sonho bom, onde essa separação não aconteceu é muito triste. É triste olhar as fotografias, os bilhetinhos guardados, os presentes, e lembrar daqueles momentos, quando tínhamos certeza de que ia durar prá sempre. É triste lembrar que ele adorava deitar em nosso colo, fazer carinho nos cabelos, que odiava aquela nossa saia curta, e que às vezes brigávamos por essas coisas bobas.É triste quando alguém conta uma piada e lembramos que ele de vez em quando vinha com uma piadinha meio sem graça e que mesmo assim dávamos gostosas gargalhadas juntos! É horrível a perda, sim.

Se os dias parecem não passar, as noites então. Ah,as noites são intermináveis.Perder um grande amor dá uma dor no peito... Eu penso que deva ser parecida com a dor de um infarto. Dá um vazio.Amarela o nosso sorriso, embaça o brilho dos nossos olhos... o brilho de que ele tanto falava! Não dá mais prá assistir filmes de romance sem chorar, não dá mais prá comer a comida que ele adorava sem lembrar, não dá mais prá frequentar lugares em que se ia junto. Não dá mais prá escutar "aquela nossa música" .

Porque o anel era de vidro, e se quebrou... e o amor que ele nos tinha... Ah...o amor que ele nos tinha, era pouco...se acabou!

Nenhum comentário:

Postar um comentário